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Mãe do finado Cazuza proíbe uso das canções do filho em protestos

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Cazuza e Lucinha (Foto: Sociedade Viva Cazuza)
Cazuza e Lucinha (Foto: Sociedade Viva Cazuza)

Nos últimos dias, diversas manifestações contra o STF e o Congresso tem acontecido. Nesses atos, versos da canção “Brasil” têm sido cantados pelos manifestantes e, segundo Lucinha Araújo (mãe do finado Cazuza), utilizados de uma forma “inaceitável”.

Insatisfeita, Lucinha acionou a justiça e, amparada pela Lei, proibiu a utilização das canções de Cazuza em manifestações e eventos semelhantes aos que têm acontecido… vamos entender melhor essa história?

“Brasil, mostra a tua cara…”

A clássica canção “Brasil”, foi lançada no álbum Ideologia (1988) e teve como autores, o lendário Cazuza, George Israel e Nilo Romero. Os versos da canção têm uma poderosa mensagem política e, por isso, alguns apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro resolveram cantá-la em suas manifestações contra o STF e o Congresso.

Entretanto, Lucinha Araújo, que luta há anos para manter o legado musical do filho, julgou que a utilização da canção, nos contextos em que ela está sendo utilizada, é algo “inaceitável”.

Segundo as informações, Lucinha se mostrou muito insatisfeita com a situação e resolveu recorrer à Lei para evitar que a situação se repita.

Assim, tomando como base o artigo 29 da Lei dos Direitos Autorais, a mãe do finado Cazuza emitiu um parecer, por meio da Fundação Viva Cazuza:

“Qualquer um que desrespeite a proibição estará sujeito à aplicação das sanções civis e penais cabíveis em virtude de violação de direitos autorais”.

Além disso, a mensagem também deu uma “alfinetada” nas manifestações, ao se posicionar a favor do isolamento social e da democracia.

“Seguimos as orientações da OMS, que recomenda que a população fique em casa, em isolamento. Pensando no bem de todos, sendo solidários e trabalhando para diminuição do sofrimento e privação dos mais vulneráveis”.

Resumindo, os protestantes terão que buscar por uma nova trilha sonora para embalar seus atos ou estarão sujeitos às punições cabíveis. Até a próxima!