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Caio Prado evoca raízes ancestrais em “Baobá”

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Caio Prado Crédito: Marcos Hermes
Caio Prado Crédito: Marcos Hermes

Música é uma poesia com a força de seus ancestrais junto com clipe de linguagem afrofuturista.

Nome de peso da geração empoderada da música brasileira, Caio Prado lança “Baobá”, segundo single do seu novo álbum multimídia intitulado “Griô”, de olho na importância de preservarmos nosso meio ambiente e ancestralidade. A música chega às plataformas digitais via Aceleração Musical Labosonica – Edição Toca do Bandido.

Com versos como: “Eu sou a folha que desprendeu da Baobá, sou uma árvore inteira de olho atento e pé no chão”, poesia de Verônica Bonfim e musicada por Caio Prado, a música conecta com a importância de preservarmos nosso meio ambiente tão devastado pelo ser humano.

O clipe foi produzido independente junto a produtora Meduzza Filmes, dirigido por André Hawk, em que Caio interpreta multiplicidades que vão desde referências ancestrais de matizes afrobrasileira, passando pela figura trovadora carnavalesca popular, até chegar à arte queer do artista, tão presente desde o trio Não Recomendados.

O clipe conta a história de um personagem que procura a reconexão com sua ancestralidade a partir da história da árvore Baobá, uma das mais imponentes – que foi trazida para o Brasil pelos navios negreiros.  

De acordo com o artista, “a canção demonstra que precisamos nos entender como parte da natureza que está sendo destruída e encontrar caminhos ao futuro a partir de nossa ancestralidade”. O primeiro single de “Griô” foi a incendiária “Não Sou Teu Negro”, que ganhou as redes no dia da Consciência Negra.

Para o produtor musical Felipe Rodarte, a letra traz uma metáfora do sequestro dos negros africanos para o Brasil. “Essa árvore, essa música representa as raízes africanas”, ressalta. Ainda segundo Rodarte, durante a gravação no estúdio Toca do Bandido, ele colocou o microfone no alto da sala para pegar essa ambiência, como se o Caio fosse a própria árvore lá de longe, para a voz mostrar essa espacialidade. “A construção da faixa veio em cima dessa narrativa imagética da árvore trazida pelos navios negreiros”, completa o produtor.

O edital é uma parceria do Labsonica, laboratório de experimentação no campo do som do Oi Futuro com o selo musical Toca Discos, vinculado ao Estúdio Toca do Bandido, também voltado para o lançamento de novos artistas. O projeto tem patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei Estadual de Incentivo à Cultura e Oi, com apoio cultural do Oi Futuro e realização da Toca do Bandido.