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Rapper Oruam é procurado após perder sinal da tornozeleira

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que retirou o habeas corpus que mantinha o artista em liberdade. Desde então, ele é considerado foragido, já que não foi localizado durante diligências realizadas pela Polícia Civil em endereços ligados ao cantor.

A decisão do STJ foi assinada na segunda-feira (2) pelo ministro Joel Ilan Paciornik. O magistrado avaliou que houve repetido descumprimento das medidas cautelares impostas anteriormente, principalmente relacionadas ao monitoramento por tornozeleira eletrônica.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio (Seap), o equipamento passou a ser utilizado em 30 de setembro. A partir de novembro, começaram a ser registradas diversas violações — ao todo 66 ocorrências, sendo 21 consideradas graves apenas neste ano. A maioria teria ocorrido porque a bateria do aparelho permanecia descarregada, impossibilitando o acompanhamento do monitoramento.

O cantor chegou a comparecer à central de monitoração em 9 de dezembro para troca da tornozeleira. A peça retirada foi encaminhada para perícia, que apontou dano eletrônico possivelmente provocado por impacto. Mesmo após a substituição, novos registros de falha continuaram acontecendo, e desde 1º de fevereiro o equipamento estaria sem carga.

Para o STJ, o histórico compromete a eficácia das medidas alternativas à prisão, justificando o retorno da preventiva. Com isso, a juíza Tulla Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, expediu o mandado de prisão com validade equivalente ao anterior.

A defesa do artista afirma que não houve intenção de descumprir determinações judiciais e atribui os problemas a defeitos técnicos no equipamento.

O processo criminal envolve um episódio ocorrido em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, zona oeste do Rio. Segundo o Ministério Público, Oruam e outras pessoas teriam participado de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que cumpriam mandado de busca na residência, após arremesso de pedras contra os agentes.

Até o momento, o rapper não foi encontrado e a ordem de prisão segue válida até seu cumprimento