A família da brasileira de 30 anos detida na Coreia do Sul sob suspeita de perseguir Jung Kook, integrante do BTS, se pronunciou publicamente pela primeira vez sobre o caso. Em entrevista ao g1, parentes relataram preocupação com o estado de saúde mental da mulher e afirmaram que tentam viabilizar o retorno dela ao Brasil.

A brasileira foi detida no dia 4 de janeiro. Segundo as autoridades sul-coreanas, ela já havia ido outras vezes ao endereço do cantor ao longo de 2025, o que levou Jung Kook a solicitar uma ordem restritiva contra a mulher. Desde então, ela teria sido detida três vezes para averiguação.
De acordo com uma parente, que preferiu não se identificar, a família perdeu contato direto com a jovem após ela sair da Paraíba e se mudar para São Paulo para trabalhar. Ainda segundo o relato, a mulher fazia acompanhamento psicológico anteriormente, mas interrompeu o tratamento.
“Tentamos ajudá-la a continuar o tratamento psicológico que fazia na cidade dela, mas ela não aceitou. Descobrimos que ela estava na Coreia do Sul pelas redes sociais, o que foi um grande susto”, afirmou a familiar.
A parente contou que a brasileira conseguiu viajar após juntar dinheiro e pedir ajuda à mãe, indo sozinha para o país asiático. Desde então, a família vive em constante apreensão.
“Estamos extremamente preocupados, porque a situação está piorando. A gente não teve Natal, Ano Novo, nada. Ficamos o tempo todo pensando nela, sozinha e sem a medicação necessária”, disse.
Segundo os familiares, a mulher afirma ter um relacionamento amoroso com o cantor, o que aumentou a preocupação após a intervenção da polícia sul-coreana.
“Quando soubemos da averiguação da polícia por causa do cantor, que ela diz ser o grande amor, ficamos realmente muito preocupados”, relatou.
Ainda de acordo com a família, a jovem já possui diagnóstico de transtorno mental. Uma segunda parente afirmou ao g1 que ela foi levada ao psiquiatra em 2021, após apresentar comportamentos considerados fora do normal.
“Ela foi diagnosticada com transtorno. Conversa com a mãe todos os dias, que pede para ela voltar, mas ela diz que não vem”, contou.
Os familiares defendem que a deportação seria a melhor solução neste momento.
“Se o governo deportar ela para cá, será bem melhor, porque poderemos levá-la para a casa da mãe. Do jeito que está, pode acontecer algo pior”, concluiu a parente.
Até o momento, não há informações oficiais sobre uma possível deportação ou sobre a situação jurídica da brasileira na Coreia do Sul.