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Lana Del Rey anuncia título de novo álbum e volta a rebater sobre a polêmica de sua carta

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Lana Del Rey
Lana Del Rey "Chemtrails Over The Country Club"

Em meio a toda a polêmica que Lana Del Rey sofreu ao apresentar uma carta aberta a respeito de fragilidades entre mulheres e sobre acusações de suas música glamorizar abusos a cantora divulgou o título de seu novo álbum.

Lana Del Rey anuncia o álbum “Chemtrails Over The Country Club”

Intitulado “Chemtrails Over The Country Club”, será lançado no dia 5 de setembro. Em relação as críticas da carta, a cantora voltou a se defender nas redes sociais:

“Eu não queria ser um cavalo morto e não queria ficar falando repetidamente sobre essa publicação, mas eu queria esclarecer a vocês que aquele post, a primeira e única declaração pessoal que eu fiz – obrigada por serem tão calorosos e acolhedores – foi sobre a necessidade de fragilidade no movimento feminista, que vai ser importante”.

“Quando eu mencionei ‘mulheres que se parecem comigo’, eu não quis dizer ‘brancas como eu’, eu quis dizer o tipo de mulher das quais outras pessoas podem não acreditar, porque pensam, ‘oh, olhe pra ela, ela merece isso’, ou algo do tipo. Há muita gente assim, sabe?”.

“A cultura está muito insana agora e o fato de quererem transformar meu post sobre fragilidade em uma guerra racial é muito ruim, muito ruim de verdade.”

A carta aberta

Confira a carta aberta de Lana Del Rey abaixo:

“Eu estou cansada de compositoras mulheres e cantoras alternativas dizendo que eu glamorizo o abuso. Quando na realidade eu sou apenas uma pessoa glamourosa cantando sobre as realidades do que todos nós estamos agora vendo. Que são relacionamentos abusivos predominantemente emocionais em todo o mundo.
Com todos os tópicos que as mulheres estão finalmente permitidas para explorar, eu quero apenas dizer que nos últimos dez anos eu acho patético que minha pequena exploração lírica detalhando meus papeis às vezes submissos ou passivos em meus relacionamentos frequentemente fizeram pessoas dizerem que eu atrasei as mulheres centenas de anos.
Vamos deixar claro, eu não sou não feminista – mas tem que haver um lugar no feminismo para mulheres que parecem e agem como eu – o tipo de mulher que diz não, mas os homens ouvem sim – o tipo de mulher que é censurada sem piedade por ser autênticas e delicadas. O tipo de mulheres que têm suas próprias histórias e vozes arrancadas delas por mulheres mais fortes ou por homens que odeias mulheres.
Eu tenho sido honesta e otimista sobre os relacionamentos desafiantes que eu tive. Novidade! É exatamente assim para muitas mulheres.
E infelizmente essa foi minha experiência até o momento que esses álbuns foram feitos. Então eu quero apenas dizer que tem sido dez anos de reviews podres até recentemente e eu aprendi muito com elas.
Mas eu também sinto que isso realmente abriu o caminho para outras mulheres para parar de ‘colocar um rosto feliz’. E apenas poder falar o que elas quisessem em suas músicas – diferente de minha experiência que se eu expressasse uma nota de tristeza em meus primeiros dois álbuns eu seria taxada literalmente de histérica apesar de isso ser literalmente os anos 1920.
De qualquer forma, nada disso tem a ver com muita coisa. Mas eu irei dar mais detalhes sobre os meus sentimentos nos meus próximos dois livros de poesia (principalmente no segundo) com Simon e Schuster. Sim, eu ainda estou fazendo reparações pessoais com os lucros dos livros indo para fundações nativo-americanas, o que me deixa muito feliz. E eu tenho certeza que dará os tons do que eu estive ponderando em meu novo álbum que será lançado no dia 5 de setembro.
Obrigada por ler
Feliz quarentena.”

Fonte: Vagalume