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Buzeira é solto após 10 meses de prisão; Justiça concede habeas corpus

Buzeira consegue habeas corpus e deixará a prisão após dez meses. Justiça substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares no caso da Operação Narco Bet.

Beatriz Chiessi18 AGO 20263 min de leitura

O influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, conseguiu na Justiça o direito de deixar a prisão após cerca de dez meses detido. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (17) pela Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que concedeu habeas corpus à defesa.

Buzeira está preso preventivamente desde outubro de 2025, quando foi alvo da Operação Narco Bet, conduzida pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico internacional de drogas e ao uso de plataformas de apostas.

A decisão judicial determina que a prisão preventiva seja substituída por medidas cautelares, mas as condições impostas ao influenciador ainda não foram detalhadas publicamente. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, a expectativa é que ele deixe o Centro de Detenção Provisória de Caiuá, no interior de São Paulo, na manhã de terça-feira (18).

Por que Buzeira estava preso?

Buzeira foi preso pela Polícia Federal em outubro de 2025 no âmbito da Operação Narco Bet. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado diferentes mecanismos para movimentar e ocultar recursos, incluindo apostas eletrônicas, criptomoedas e transferências internacionais.

O influenciador foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por suspeitas relacionadas aos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele também aparece em outras investigações e ações penais relacionadas a tráfico de drogas, associação criminosa e exploração de jogos de azar.

Em decisões anteriores, a Justiça havia mantido a prisão preventiva de Buzeira. Em junho deste ano, por exemplo, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa e manteve a prisão.

Nova denúncia do MPF envolve empresas de apostas

Além da primeira denúncia, o Ministério Público Federal apresentou, em junho, uma segunda acusação envolvendo Buzeira e outros investigados.

Segundo a denúncia, o grupo seria suspeito de integrar uma organização criminosa que teria utilizado empresas de apostas esportivas, operações internacionais, estruturas offshore e criptomoedas para ocultar recursos.

O MPF aponta Buzeira como suposto financiador, controlador oculto e beneficiário econômico final das marcas BRXBET e RICOBET. A acusação sustenta que ele teria participação em decisões estratégicas relacionadas às plataformas, embora não aparecesse formalmente como integrante do quadro societário.

As acusações ainda serão discutidas no processo judicial e não representam uma condenação.

Defesa comemora decisão

Após a concessão do habeas corpus, os advogados Jonas Reis, Eugênio Carlo Balliano Malavasi e Lucas Gabriel Ruivo Ferreira, que representam Buzeira, comemoraram a decisão.

Em nota, a defesa afirmou que os fatos atribuídos ao influenciador serão esclarecidos durante o processo e destacou o princípio do devido processo legal.

Os advogados também optaram por não comentar especificamente as acusações, alegando que o processo tramita sob segredo de justiça.

Onde Buzeira estava preso?

Durante o período em que permaneceu detido, o influenciador passou por diferentes unidades prisionais do estado de São Paulo.

Em maio de 2026, ele foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Caiuá, no interior paulista. Antes disso, esteve no CDP IV de Pinheiros, na Zona Oeste da capital, e na Penitenciária Odon Ramos Maranhão, em Iperó, na região de Sorocaba.

Com a nova decisão do TRF-3, a prisão preventiva deverá ser substituída por medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Buzeira será solto após dez meses

A decisão desta segunda-feira representa uma mudança no caso do influenciador, que permaneceu aproximadamente dez meses preso preventivamente.

A soltura, no entanto, não encerra os processos nem significa que Buzeira foi absolvido das acusações. Ele continuará respondendo às investigações e deverá cumprir as medidas cautelares estabelecidas pela Justiça.

O caso segue sob análise da Justiça Federal.

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