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Bruce Springsteen faz homenagem a George Floyd em programa de rádio

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Bruce Springsteen, Radio E Street (SiriusXM)
Bruce Springsteen, Radio E Street (SiriusXM)

Nos últimos dias, após a morte de George Floyd (pelas mãos de um policial), a questão do racismo voltou a ser debatida de forma fervorosa em todo o mundo. Nesse contexto, a classe artística tem assumido uma postura de repúdio contra ações racistas e utilizado seu talento para homenagear a vítima que acabou se tornando o trágico estopim de toda essa história.

Dentre as muitas homenagens lançados recentemente, chamo a atenção para uma ação do lendário Bruce Springsteen. O cantor usou seu programa na rádio SiriusXM para falar sobre a luta dos negros e para fazer as devidas homenagens… vamos conferir um resumo de tudo que rolou?

Bruce Springsteen, Radio E Street (SiriusXM)

Durante todo o programa, Springsteen tratou de apresentar canções de artistas negros, como Childish Gambino, Kanye West, Bob Marley e faixas com letras extremamente simbólicas, como “Political World” e “Murder Most Foul”.

No entanto, foi na abertura do programa, com a canção “American Skin (41 Shots)”, que Springsteen conseguiu emocionar a todos. O músico comentou que a canção possuía cerca de oito minutos e traçou um parâmetro entre esse lapso de tempo, com o período em que George Floyd permaneceu asfixiado pelo policial.

“Por quanto tempo ele implorou por ajuda e disse que não conseguia respirar? A resposta do policial não passou de silêncio e peso. E então ele não teve pulso. E ainda assim o policial continuou. Que ele descanse em paz!”, disse o “Boss”.

Mesclando discursos eloquentes e contundentes com canções poderosas, Bruce Springsteen tocou em uma ferida aberta das sociedades humanas e chamou a atenção para o fato de que a luta contra o racismo ainda não tem hora para acabar.

“Nós temos uma escolha entre o caos e a comunidade, um despertar espiritual, moral e democrático. Ou tornar-se uma nação que caiu na história à medida que questões críticas foram recusadas ou não foram abordadas. Nosso sistema americano é flexível o suficiente para fazer, sem violência, as mudanças humanas e fundamentais necessárias para uma sociedade justa? A história americana está em nossas mãos. Que Deus nos abençoe! Fiquem seguros. Fiquem bem. Mantenham-se fortes. Até nos encontrarmos novamente, mantenham-se envolvidos. E vá em paz!”.